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Mostrando postagens com o rótulo CBO

OUTROS 24 DE AGOSTO

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Hoje faz 58 anos do suicídio de Getúlio Vargas. Sua carta-testamento ainda é pra mim uma das fontes primárias mais fascinantes, apesar de não considerar simpática as atitudes do bom velhinho. Numa análise mais crítica , percebemos que a carta apela para a visão personalista da política brasileira e para o sentimentalismo inerente ao populismo. Lá vai o documento na íntegra: texto extraído daqui "Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acu sam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade socia...

O IMPERIALISMO ESTADUNIDENSE

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Desde sua independência, os EUA mantiveram uma posição de isolamento: no plano econômico, o protecionismo salvaguardou a indústria nacional; no plano externo, distanciou-se dos conflitos europeus. Doutrina Monroe (1823) - Temerosos das consequências da restauração pós-napoleônica (lembrar-se do Congresso de Viena e da Santa Aliança, que visavam, particularmente com relação às colônias, a impedir movimentos emancipatórios), os EUA lançaram tal doutrina: Julgamos propícia esta ocasião para afirmar, como um princípio que afeta os direitos e interesses dos Estados Unidos, que os continentes americanos, em virtude da condição livre e independente que adquiriram e conservam, não podem mais ser considerados, no futuro, como suscetíveis de colonização por nenhuma potência européia […]  (Mensagem do Presidente James Monroe ao Congresso dos EUA, 1823) Seu slogan "A América para os americanos" denotava a vontade de não só preservar o continente de incursõe...

O IMPERIALISMO: estudo de casos => O expansionismo oriental

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O caso russo: Os territórios cobiçados pelos russos no Ocidente era as áreas do mar Negro, da península balcânica e do mar Mediterrâneo Oriental, por razões comerciais. Inglaterra e França, então, passaram a fortalecer o Império Turco-Otomano, com o objetivo de neutralizar o desejo expansionista russo, principalmente quanto aos estreitos de Bósforo e Dardanelos. Os estreitos de Bósforo e Dardanelos constituem uma importante ligação entre Europa e Ásia, sendo, portanto,seu controle de grande interesse das potências imperialistas, que queriam abrir novas rotas comerciais. A Rússia, porém, conseguiu estender seus domínio no Oriente, ao adquirir uma província no norte da Manchúria (Amur), através do Tratado de Aigum (1858). Além disso, fez uma troca com o Japão: deu-lhe as ilhas Curilas em troca da ilha Sacalina (mais próxima de Amur). Para assegurar sua conquista, construíram estradas de ferro como a Transiberiana e a Transcaucasiana, colocando grande parte da Manchúria sob sua inf...

REFLEXÕES SOBRE O IMPERIALISMO

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 Texto e imagem retirados daqui.    Foi no século XIX que surgiram os termos “orientalismo” e “orientalistas” para designar os estudiosos que traduziam os textos orientais para Inglês e os próprios textos. A prática de tradução nesse momento da história europeia era motivada pela noção de que a conquista colonial necessitava de um conhecimento do povo conquistado. Daí resulta a ideia de conhecimento como factor de poder. Esta construção de discurso acabaria por ser questionada nos anos 70 do século XX.             Abordar a temática do orientalismo é assumir a obrigatoriedade de falar de Edward Said e da sua publicação de 1978,  Orientalism, Western Conceptions of the Orient. Esta foi uma obra que lançou a questionação da construção de imagens, estereótipos e dogmas relativos a realidades culturais outras, neste caso o Oriente.             Edward Sa...

O IMPERIALISMO: estudo de casos => O expansionismo europeu sobre África e Ásia

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A partir da Segunda Revolução Industrial, o advento do capitalismo em sua fase monopolista forçou a extinção de qualquer tipo de trabalho compulsório (ou seja, trabalho forçado, como servidão e escravidão), a fim de aumentar o mercado consumidor. Apesar de o tráfico negreiro ter acabado, com a assinatura da Lei Euzébio de Queiroz (1850), os países europeus não arredaram seus pés da África... Portugal visava a um império colonial na África, para compensar a perda de suas colônias americanas; França almejava hegemonia econômica, principalmente, limitando a expansão dos ingleses nesse sentido; e Inglaterra pretendia não só descobrir novas áreas para exploração econômica, mas resguardar suas rotas comerciais para a Índia, estabelecendo postos avançados na costa africana. A descoberta de ouro e diamante na Rodésia e no Transvaal despertou o interesse das nações industrializadas europeias, desencadeando disputas entre as nações que se pressupunham prejudicadas pela Conferência de B...

O IMPERIALISMO: O NEOCOLONIALISMO DO SÉCULO XIX

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O post a seguir visa a desfazer algumas dúvidas com relação a um dos temas mais importantes da História Geral no século XIX: o Imperialismo. Dividiremos o assunto, discutindo algumas consideração iniciais, de suma importância para que compreendamos o tema: A Segunda Revolução Industrial; a transição do capitalismo concorrencial (ou industrial ou clássico) para o capitalismo monopolista (ou financeiro); a missão civilizatória; a partilha da África; e a noção de que não foram só os europeus que se lançaram nessa empreitada que causou mais ônus do que bônus ás novas áreas coloniais... A charge acima retrata a divisão da China pelas potências europeias. Considerações iniciais: Ao longo do século XIX, a Europa passou pelo que chamamos de Segunda Revolução Industrial , quando os demais países europeus (além da Inglaterra, berço da Revolução Industrial do século anterior) iniciaram a seu processo de industrialização. Isso acarretou o aumento da concorrênc...

SUGESTÃO DE SITES PARA RESUMOS SOBRE DITADURA NO BRASIL

Sua pesquisa.com Wikipédia revisada Cultura Brasil Ditadura militar no Brasil Ditadura militar no Brasil II Ditadura de 1964/1985 Mais sobre a ditadura Resumo Ditadura Documentos essenciais da Ditadura no Brasil: AI-1 AI-2 AI-3 AI-4 AI-5 Acervo da luta contra a ditadura

A Questão Árabe-israelense

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Texto do professor de História contemporânea da UFF sobre o embate entre esses dois povos Israelenses X Palestinos: haverá luz no fim deste túnel? Mísseis disparados de helicópteros contra edifícios e carros, destruição de moradias com agressões físicas aos habitantes, bombas humanas estilhaçando corpos, gritos de vingança em passeatas de luto e de dor, violação contínua dos direitos humanos, massacres e promessas de morte e de suicídio, das quais não escapam sequer as crianças. As estatísticas das perdas do atual movimento insurreicional do povo palestino (Segunda Intifada) , iniciado em setembro de 2000, falam por si mesmas: 1.074 palestinos e 344 israelenses. Mas como contabilizar o incomensurável medo das crianças apavoradas sob os bombardeios? A angústia dos doentes à espera de remédios? A tristeza de mães e pais que não mais verão suas filhas e filhos? O trauma dos aleijados de corpo e de espírito? O luto dos que sobreviveram? O desespero dos sem-trabalho, d...

AI-5

Momento fonte primária... O Ato Institucional no 5 Art. 1.o - São mantidas a Constituição de 24 de janeiro de 1967 e as Constituições estaduais, com as modificações constantes deste Ato Institucional. Art. 2.o - O presidente da República poderá decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das Câmaras de Vereadores , por Ato Complementar, em estado de sítio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando convocados pelo presidente da República. § 1.o - Decretado o recesso parlamentar, o Poder Executivo correspondente fica autorizado a legislar em todas as matérias previstas nas Constituições ou na Lei Orgânica dos Municípios. § 2.o - Durante o período de recesso, os senadores, os deputados federais, estaduais e os vereadores só perceberão a parte fixa de seus subsídios. § 3.o - Em caso de recesso da Câmara Municipal, a fiscalização financeira e orçamentária dos municípios que não possuam Tribunal de Contas, será exercida pelo do respectivo Estado, ...

RESISTÊNCIA NA REPÚBLICA VELHA

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Nas últimas décadas do século XIX, as condições de vida e de trabalho no sertão nordestino eram precárias , devido à alta concentração de terra nas mãos dos grandes latifundiários, ao desemprego e ao emprego temporário, às disputas políticas entre as oligarquias locais (“coronéis”) e às secas. Além disso, o surto da borracha fez com que diversos nordestinos migrassem para a Amazônia. Para enfrentar a superexploração, a miséria, a fome e a estrutura latifundiária, os nordestinos passaram a se organizar em grupos de cangaceiros e de jagunços ou a constituir grupos em volta de um líder místico . Embora fossem contratados pelos fazendeiros, os cangaceiros e jagunços não raro passaram a contestar a ordem estabelecida, ameaçando os grandes proprietários. Os movimentos messiânicos, de cunho religioso, eram outra forma de contestar tais mazelas, pregando a luta pela salvação da alma. A religiosidade popular contrapunha-se ao catolicismo, que não respondia aos anseios mais imediatos...
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