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OUTRAS PANDEMIAS NA HISTÓRIA

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Vivemos um período de reclusão e de quarentena, devido à pandemia do COVID-19, doença provocada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2).  No entanto, o que caracteriza uma pandemia?  A palavra é de origem grega, cujo prefixo "pan" significa "tudo" e o sufixo "demos" remete a "povo", ou seja, atinge a todos em ampla escala e ao mesmo tempo. Assim, u ma pandemia ocorre quando uma doença se espalha por uma grande região ou mesmo em escala global, simultaneamente. Apesar de nem toda doença ter a capacidade de causar uma pandemia, algumas podem resultar numa grande contaminação de pessoas, a partir do aumento do contágio sustentado.  Na postagem de hoje, vamos falar de outras pandemias da História, em ordem cronológica. Antes de começar o assunto, gostaria de fazer um apelo para que a precaução predomine à histeria e para que a História, mais uma vez e como sempre, tenha uma lição a nos mostrar. 1 . PESTE DE...

O REINO DOS FRANCOS E O IMPÉRIO CAROLÍNGIO

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A Alta Idade Média costuma ser ignorada, tadinha... Mas vamos cobrir esse lapso na postagem de hoje, sobre um acontecimento que ocorreu logo após o colapso do Império Romano do Ocidente, em 476, causado pelas ondas de invasões, que conhecemos como invasões bárbaras ou germânicas.  Os anglo-saxões ocuparam o que hoje é a Inglaterra, os visigodos, a Espanha, os lombardos, o norte da Itália, e os francos, parte da França e a Alemanha. O Reino Franco durou de 481, com a coroação de Clóvis I,  até o 843, quando o Tratado de Verdun dividiu-o em três. O Império Bizantino, porção oriental do Império Romano, com capital em Constantinopla, é a maior potência desse momento, até o Império Otomano se constituir, em 1299. Mas vamos buscar suas raízes. No século VII, Maomé surge como profeta da terceira maior religião monoteísta do mundo: o islamismo. Na Hégira, fuga de Maomé de Meca para Medina, em 622, ocorre a impressionante expansão muçulmana, o que ameaça o ...

A HISTÓRIA DO ABOLICIONISMO NO BRASIL (1850/1888)

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Embora alguns analista apontem que o abolicionismo no Brasil remonte à primeira tentativa de abolição da escravidão indígena, em 1611, até sua abolição definitiva por Marquês de Pombal, durante o reinado de D. José I, foi a partir da Lei Euzébio de Queiroz (que proíbe o tráfico atlântico de escravos) que a causa ganhou vulto. Se até então não se questionava a escravidão, a partir daí cada vez mais setores da sociedade se tornam críticos da prática. No século 18, seguindo os preceitos do Iluminismo, surge o movimento abolicionista nos Estados Unidos e na Inglaterra, de vertente religiosa, principalmente, ligado aos quakers .  Em 1807, um acordo entre os dois países coloca um fim no tráfico negreiro, e, em 1830, após acabar com a escravidão, Inglaterra começa a pressionar para que a proibição se estendesse a mais países. Nos EUA, a escravidão é abolida após a Guerra de Secessão, a partir da promulgação da 13a emenda. Além desta, foram criadas as 14a e 15a emendas, que proibiam ...

Projeto artístico reconstrói o rosto do imperador romano Nero

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SLIDES 1o ANO DO ENSINO MÉDIO HISTÓRIA (em constante atualização)

1o ano de priscilm

A GUERRA DOS TRINTA ANOS E A PAZ DE VESTIFÁLIA (1618/1648)

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O conflito marcou a transição do modo-de-produção feudal e da Idade Média para o modo-de-produção capitalista e para a Era Moderna. Além disso, é considerado o ponto de partida para a análise das relações internacionais da modernidade, já que a Paz de Vestifália dotou os Estados nacionais de soberania e de monopólio sobre o uso da força. Adicionar legenda Por ter envolvido diversos reinos da região que hoje em dia é a Alemanha, há historiadores que tendem a considerá-la um ponto de clivagem com relação à noção de guerra existente até então. De um lado, Sacro-Império Romano-Germânico e Espanha, ávidos católicos; do outro, os príncipes protestantes, com apoio de Inglaterra, França, Holanda, Império Otomano, Dinamarca e Suécia. A guerra foi generalizada no Velho Mundo. A Guerra dos Trinta Anos remonta à Reforma Protestante, uma vez que o surgimento de novas religiões adicionou ainda mais tensão às turbulências europeias. Os Habsburgo (senhores do Sacro-Império Romano-Germân...

OS ATUAIS DESAFIOS DO MERCOSUL

1) Acordo MERCOSUL-UE:   Certamente, o maior e mais complexo acordo já negociado pelo bloco. Poderá representar um salto significativo no comércio entre os dois continentes, com efeitos positivos sobre o setores agroexportadores. Por outro lado, poderá afetar a competitividade de produtos manufaturados locais. Por fim, caso as negociações fracassem, pode representar um duro golpe sobre o Mercosul, que já manifestou dissonâncias internas, no passado, sobre os termos do acordo. 2) Protecionismo intrabloco:   Apesar dos novos mandatários em Buenos Aires e no Brasil enfatizarem a necessidade de resgatar a vocação do livre-comércio no bloco, países (sobretudo a Argentina, mesmo sob o comando de Macri) vêm adotando reiteradas medidas protecionistas que fragilizam o comércio intrabloco. 3) Assimetrias econômicas:  Esse não é um desafio novo, mas sim um problema estrutural do Mercosul, que persiste até hoje. O Brasil é muito maior e mais dinâmico que os outros parc...

O PAPEL DOS EUA NA PEB DO FINAL DA SEGUNDA GUERRA À PEI

O contexto de política da boa vizinhança, empreendida por Franklin Delano Roosevelt, entre 1933 e 1945, foi favorável à política externa do governo Vargas de manter uma equidistância pragmática com relação a Estados Unidos e Alemanha. O advento da Segunda Guerra, no entanto, rompeu tal lógica e forçou um posicionamento do Brasil. Como o fechamento do partido nazista do Sul do Brasil levou ao esfriamento da relação com a Alemanha e ao incremento da parceria com os Estados Unidos, o Brasil opta por participar da Segunda Guerra, vendendo borracha para os Estados Unidos, cedendo bases aéreas no Norte e Nordeste e, finalmente, enviando tropas para o Norte da Itália. Nesse sentido, foram construídas excelentes relações com os Estados Unidos, o que levou à crença brasileira numa aliança especial com a potência capitalista. Assim, durante o governo Dutra, o Brasil passa a acompanhar as posições estadunidenses nos foros internacionais, manifestando alinhamento ideológico. O país rompe relaç...

A IMPORTÂNCIA DA PEB PARA A FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO E DA IDENTIDADE BRASILEIROS

Desde a independência, a política externa brasileira (PEB, doravante) orientou-se pela construção da nação, sobretudo, a partir da definição territorial. Porém, em virtude dos “tratados desiguais”, que colocavam o Brasil em posição subalterna no sistema internacional, a PEB ainda era bastante tímida. A instabilidade decorrente da abdicação e do subsequente período regencial contribuiu que tal panorama se estendesse até 1840. Ao longo do Segundo Reinado, a construção da estabilidade interna, por outro lado, corroborou para o adensamento das relações internacionais do Brasil e para consolidação da integridade territorial, tão almejada pelo maior país da América Latina. De 1840 a 1889, as negociações de limites tiveram papel de destaque na diplomacia nacional, definindo fronteiras, segundo dois argumentos: o princípio do usucapião (em que aquele que possui de fato deve possuir de direito) e a noção da existência de fronteiras naturais como delimitadoras do território. Segundo Danes...
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