DO APOGEU À QUEDA DO SEGUNDO REINADO
1. AS MUDANÇAS PROVOCADAS PELO CAFÉ:
1.1. Econômicas:
A) Estabilização financeira:
O cultivo do café foi uma solução para a crise econômica brasileira, não alterando, inicialmente, a estrutura monocultora, exportadora e escravista que beneficiava grandes proprietários de terras.
B) Balança comercial favorável:
A moeda foi valorizada, o câmbio estabilizou-se. A acumulação de capitais gerados pela exportação do café propiciou a concretização de obras administrativas relevantes.
C) Surto industrial inicial:

1830 – 1860: Surgimento de cerca de 70 novas fábricas de artigos variados, ampliando os serviços públicos.
1850: O fim do tráfico negreiro permitiu que os capitais até então utilizados no comércio de escravos passassem a ser empregados na lavoura cafeeira e em outros investimentos.
1844: Tarifa Alves Branco também contribuiu para criar as condições do avanço industrial, sobretaxando artigos importados e, por isso, favorecendo a indústria nacional.
A política de emissão monetária do governo, que visava amenizar os impactos da crise econômica, acabou facilitando a tomada de empréstimos e os investimentos em diversas atividades da economia.
Os empreendimentos de Barão de Mauá: Investimentos em transportes, comunicações, fábricas e nos setores financeiro e público. A substituição da tarifa Silva Ferraz pela Alves Branco reduziu as taxas de importação de máquinas, ferragens, ferramentas e armas, atuando como um golpe fatal para a empresa de fundição de Mauá.
Outro fator que motivou a sua derrocada foi o fato de as suas indústrias criadas ameaçarem os interesses do capital internacional, principalmente o inglês, que via no Brasil um grande consumidor de seus produtos manufaturados.
Mauá ainda era mal visto pelas suas ideias políticas liberais e abolicionistas. Sua reprovação à Guerra do Paraguai foi a gota d’água para que ele fosse encarado como uma ameaça pelo governo imperial, e suas empresas acabaram sendo apropriadas pelo capital estrangeiro.
D) Ampliação do mercado interno: São Paulo passou a ser um significativo consumidor com a introdução do trabalho assalariado, em fins do século XIX.
1.2. Políticas:
A) Formação de uma nova aristocracia diferente daquela ligada à exportação de açúcar:
Como era a aristocracia açucareira?
Ligada apenas à produção: comércio e área financeira ficam a cargo de outros setores da sociedade. Os proprietários de café comandavam todos os setores da economia, da produção à distribuição.
Como passou a ser a nova aristocracia: a aristocracia cafeeira?
A aristocracia cafeeira do Oeste paulista atuava de forma mais empresarial: introduzia melhoramentos técnicos; substituiu a mão de obra escrava pela assalariada; e empregava capitais na abertura de novas fábricas e no setor financeiro. A seguir, a aristocracia cafeeira aderiu a ideias mais progressistas, como abolição da escravatura e instituição da república como sistema de governo.
Como era a aristocracia açucareira?
Ligada apenas à produção: comércio e área financeira ficam a cargo de outros setores da sociedade. Os proprietários de café comandavam todos os setores da economia, da produção à distribuição.
Como passou a ser a nova aristocracia: a aristocracia cafeeira?
A aristocracia cafeeira do Oeste paulista atuava de forma mais empresarial: introduzia melhoramentos técnicos; substituiu a mão de obra escrava pela assalariada; e empregava capitais na abertura de novas fábricas e no setor financeiro. A seguir, a aristocracia cafeeira aderiu a ideias mais progressistas, como abolição da escravatura e instituição da república como sistema de governo.
B) Conciliação partidária:
Aliança entre as facções liberal e conservadora da aristocracia rural, em vistas a solucionar os impasses econômicos.
Aprofundamento das exigências sociais e econômicas: Em decorrência da Guerra do Paraguai.
1870 – Fundação do Partido Republicano: Marca o início do declínio do Império. Os republicanos reivindicavam descentralização política, o fim da Guarda Nacional, reformas eleitorais, extinção do Poder Moderador e a abolição da escravidão, questões que apontavam para a falência da estrutura do Império e que culminaram no seu ocaso.
1.3. Política Externa:
A) Atrito nas relações com a Inglaterra:
Tensões diplomáticas decorrentes à extinção do tráfico negreiro culminaram na Questão Christie, quando um navio inglês afundou e foi saqueado na costa do Rio Grande do Sul, e a Inglaterra exigiu uma alta indenização do governo imperial.
Rompimento de relações diplomáticas entre Brasil e Inglaterra (1863): Submetida a arbitramento internacional, a Questão Christie seria solucionada através de um pedido de desculpa da Inglaterra ao Brasil, o que não ocorreu.
Reatamento das relações diplomáticas (1865): Preocupada com o crescimento da influência paraguaia na América do Sul, Inglaterra vale-se da mediação de Portugal para reatar relações com o Brasil.
Tensões diplomáticas decorrentes à extinção do tráfico negreiro culminaram na Questão Christie, quando um navio inglês afundou e foi saqueado na costa do Rio Grande do Sul, e a Inglaterra exigiu uma alta indenização do governo imperial.
Rompimento de relações diplomáticas entre Brasil e Inglaterra (1863): Submetida a arbitramento internacional, a Questão Christie seria solucionada através de um pedido de desculpa da Inglaterra ao Brasil, o que não ocorreu.
Reatamento das relações diplomáticas (1865): Preocupada com o crescimento da influência paraguaia na América do Sul, Inglaterra vale-se da mediação de Portugal para reatar relações com o Brasil.
B) Campanhas Platinas (1851 – 1870): Disputa de interesses na região entre Brasil e Argentina, Paraguai e Uruguai, quanto à navegação dos rios.
1827 - Uruguai oscila entre Brasil e Argentina: Entre dois vizinhos fortes a recém independente nação mostrava na própria composição dos partidos políticos a sua indecisão.
Blancos x Colorados
Blancos: Representavam os interesses dos pecuaristas e apoiava-se na Argentina.
Colorados: Representava os interesses dos comerciantes de Montevidéu e pendia para o Brasil. Eram chefiados por Manuel Oribe Chefiados por Frutuoso Rivera
1851 – Campanha contra Oribe e Rosas: Rivera havia sido o primeiro presidente uruguaio, enquanto Oribe fora o segundo. Oribe, quando eleito, aliou-se ao governo do argentino Juan Manuel Rosas, a fim de restaurar o antigo vice-reinado do Prata, criando uma confederação republicana. Com o apoio de Rosas, Oribe bloqueou o porto de Montevidéu, o que prejudicou o comércio inglês, francês e brasileiro.
Rivera, por outro lado, aliou-se a opositores argentinos de Rosas, dentre eles o general Urquiza, e a brasileiros que haviam lutado na guerra dos Farrapos, lançando-se em guerra contra Oribe e Rosas.
A derrota de Oribe e Rosas não levou a pacificação favorável ao Brasil, pelo contrário, acentuando as rivalidades entre blancos e colorados, até que os blancos voltassem ao poder.
1864 – Campanha contra Aguirre: O conflito entre o governo imperial e o líder Blanco foi motivado pela negativa uruguaia em indenizar o Brasil pelas represálias que brasileiros residentes no Uruguai estavam sofrendo.
O general Mena Barreto invadiu o Uruguai, conseguindo o apoio de Venâncio Flores, líder colorado, enquanto a esquadra brasileira liderada pelo almirante Tamandaré postou-se diante da capital uruguaia. Cercado, Aguirre acabou cedendo às exigências brasileiras.
1827 - Uruguai oscila entre Brasil e Argentina: Entre dois vizinhos fortes a recém independente nação mostrava na própria composição dos partidos políticos a sua indecisão.
Blancos x Colorados
Blancos: Representavam os interesses dos pecuaristas e apoiava-se na Argentina.
Colorados: Representava os interesses dos comerciantes de Montevidéu e pendia para o Brasil. Eram chefiados por Manuel Oribe Chefiados por Frutuoso Rivera
1851 – Campanha contra Oribe e Rosas: Rivera havia sido o primeiro presidente uruguaio, enquanto Oribe fora o segundo. Oribe, quando eleito, aliou-se ao governo do argentino Juan Manuel Rosas, a fim de restaurar o antigo vice-reinado do Prata, criando uma confederação republicana. Com o apoio de Rosas, Oribe bloqueou o porto de Montevidéu, o que prejudicou o comércio inglês, francês e brasileiro.
Rivera, por outro lado, aliou-se a opositores argentinos de Rosas, dentre eles o general Urquiza, e a brasileiros que haviam lutado na guerra dos Farrapos, lançando-se em guerra contra Oribe e Rosas.
A derrota de Oribe e Rosas não levou a pacificação favorável ao Brasil, pelo contrário, acentuando as rivalidades entre blancos e colorados, até que os blancos voltassem ao poder.
1864 – Campanha contra Aguirre: O conflito entre o governo imperial e o líder Blanco foi motivado pela negativa uruguaia em indenizar o Brasil pelas represálias que brasileiros residentes no Uruguai estavam sofrendo.
O general Mena Barreto invadiu o Uruguai, conseguindo o apoio de Venâncio Flores, líder colorado, enquanto a esquadra brasileira liderada pelo almirante Tamandaré postou-se diante da capital uruguaia. Cercado, Aguirre acabou cedendo às exigências brasileiras.
C) Guerra do Paraguai (1865 – 1870)
1814 – 1840: Governo de Gaspar Francia: O nacionalismo desse governo criara condições favoráveis para um desenvolvimento econômico autossuficiente, aniquilando a oligarquia do país e afastando-se dos vizinhos comprometidos com o capital inglês, o que desagradava Inglaterra. Sendo contra a ofensiva brasileira contra o Uruguai, Solano López, presidente paraguaio em 1851, aprisionou navios brasileiros e atacou a cidade de Dourados (MT).
1865 – Tríplice Aliança: formada por Brasil, Argentina e Uruguai.Batalha do Riachuelo e do Tuiuti: Vitória dos brasileiros.
1867 – Fracasso brasileiro na retomada do Mato GrossoSubstituição do general Osório por Caxias.Uruguai e Argentina retiraram-se da guerra.
1869 – Assunção é tomada pelo exército brasileiro. Caxias cede o comando do exército ao genro de D. Pedro II, o Conde D’Eu, que empreendeu violenta perseguição contra Solano López, morto no ano seguinte na batalha de Cerro Corá.
Ao final da guerra, a população do Paraguai foi reduzida à metade da existente em 1864, e o país tornou-se um verdadeiro paraíso dos produtos estrangeiros e dos latifundiários, e a miséria foi a herança deixada através das gerações. Os próprios vencedores, Brasil, Uruguai e Argentina, saíram da guerra mais endividados do que nunca com os bancos ingleses. O fim da guerra do Paraguai marcou a decadência do Segundo Reinado.
1814 – 1840: Governo de Gaspar Francia: O nacionalismo desse governo criara condições favoráveis para um desenvolvimento econômico autossuficiente, aniquilando a oligarquia do país e afastando-se dos vizinhos comprometidos com o capital inglês, o que desagradava Inglaterra. Sendo contra a ofensiva brasileira contra o Uruguai, Solano López, presidente paraguaio em 1851, aprisionou navios brasileiros e atacou a cidade de Dourados (MT).
1865 – Tríplice Aliança: formada por Brasil, Argentina e Uruguai.Batalha do Riachuelo e do Tuiuti: Vitória dos brasileiros.
1867 – Fracasso brasileiro na retomada do Mato GrossoSubstituição do general Osório por Caxias.Uruguai e Argentina retiraram-se da guerra.
1869 – Assunção é tomada pelo exército brasileiro. Caxias cede o comando do exército ao genro de D. Pedro II, o Conde D’Eu, que empreendeu violenta perseguição contra Solano López, morto no ano seguinte na batalha de Cerro Corá.
Ao final da guerra, a população do Paraguai foi reduzida à metade da existente em 1864, e o país tornou-se um verdadeiro paraíso dos produtos estrangeiros e dos latifundiários, e a miséria foi a herança deixada através das gerações. Os próprios vencedores, Brasil, Uruguai e Argentina, saíram da guerra mais endividados do que nunca com os bancos ingleses. O fim da guerra do Paraguai marcou a decadência do Segundo Reinado.
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