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segunda-feira, 14 de maio de 2012

A ÁFRICA NEGRA ANTES DOS EUROPEUS – O IMPÉRIO MALI E O REINO DO CONGO


A história registra a existência de diversos povos na África, entre os séculos VIII e XVII. Esse período compreende os relatos sobre a existência de impérios e reinos prósperos, como o Império do Mali e o Reino do Congo.

O Império Mali localizava-se no deserto do Saara, na África ocidental. Por serem escassos os vestígios arqueológicos desse povo, a maior parte dos relatos sobre sua existência foi revelada pelos griots, cantores, músicos e poetas que transmitem as histórias de seu povo.



Os griots contam que o povo mandinga foi dominado pelo povo sosso de Gana, cujo rei era muito cruel e massacrou toda a família Keita, que reinava na região. O único sobrevivente dos Keita, Sundiata Keita, liderou os mandingas contra os opressores sossos, conquistou Gana e passou a reinar sobre um extenso território denominado Império Mali. No poder, Sundiata Keita anexou Gana e converteu-se ao islamismo, tornando-se mansa daquela região.

As principais cidades negras eram Djenné e Tombuctu. Esta era a terceira maior cidade africana e agregava, a partir do século XIV, cerca de 150 escolas, que, contudo, eram restritas à elite, já que as aulas eram ministradas em árabe e não nos idiomas locais.

O apogeu do Império Mali ocorreu durante o governo do mansa Kanku Mussá. Mussá fez uma famosa peregrinação a Meca, levando consigo cerca de 60 mil pessoas e toneladas de ouro para distribuir para os mais necessitados, já que esse metal era o centro da economia malinesa. Diz-se que a distribuição foi tão grande, que o preço do metal precioso despencou.

No século XV, porém, o Mali começou a perder territórios para outros reinos negros, além disso, uma nova ameaça surgira: os portugueses. O rei de Portugal, Dom João II enviou a Mali uma embaixada, que pouco a pouco foi reunindo informações sobre o Império africano a fim de penetrar ainda mais o território malinês. Como não possuíam armas de fogo como os portugueses, o malineses foram se submetendo aos europeus. O principal interesse dos portugueses era controlar o tráfico de escravos da região e, para isso, aproveitavam-se das rivalidades existentes entre os próprios povos africanos, incentivando a luta destes contra o imperador do Mali. Dentro de menos de um século, os europeus esfacelaram o Império Mali.

O segundo maior reino africano foi o reino do Congo, que se localizava no litoral da África Central. Os povos que habitavam essa região falavam línguas banto, tronco lingüístico que reúne cerca de 470 idiomas.



O reino do Congo nasceu do casamento entre o chefe do povo kicongo e uma mulher do povo ambundo, no século XIV. Os governantes desse reino recebiam no nome de manicongo e estenderam a extensão do mesmo através de casamentos e conquistas militares.



O manicongo possuía um trono e recebia de seus súditos impostos que eram pagos com produtos (metais, frutas, gado e marfim) ou em dinheiro (nzimbu, uma espécie de concha marinha da Ilha de Luanda cuja extração era monopólio real), além disso era o próprio juiz e resolvia pessoalmente e em praça pública disputas judiciárias de seu povo.

No final do século XV, o navegador Diogo Cão chegou a foz do rio Congo, e o manicongo o recebeu cordialmente, talvez por temer as armas de fogo. A recepção amistosa permitiu aos portugueses interferir diretamente na política africana.

Com a morte do rei do Congo, seus dois filhos iniciaram a disputa pelo trono. Um deles, Nzinga Mbemba, foi ajudado pelos portugueses e venceu o irmão. Mbemba converteu-se ao cristianismo e adotou um nome português, Affonso, absorvendo a cultura européia através de estudos realizados junto a padres. Affonso I pretendia fortalecer seu reino, mas o rei de Portugal enviou à região traficantes interessados em escravizar e vender os negros.

Ao perceber a intenção dos europeus, Affonso I apelou ao rei de Portugal e ao Papa, a fim de proibir o tráfico de negros, contudo em vão. O reino do Congo declinou a serviço do tráfico atlântico de escravos para trabalhar nas terras do Novo Mundo. No século seguinte, tentaram uma revolta antilusitana, mas foram derrotados, e o Congo passou para o domínio português.

4 comentários:

Anônimo disse...

muito bem me ajudou muito *obg*

A PROFESSORA disse...

Obrigada. Caso deseje um resumo sobre qualquer outro assunto e não o tenha encontrado no blog, é só falar!

Anônimo disse...

muito obrigado me ajudou de mais

Anônimo disse...

obrigada ajudou bastante